Enel promove encontro para discutir o blockchain na indústria de energia

No dia 04/02, a Enel, multinacional italiana do ramo da energia elétrica, reuniu diversos influenciadores e um especialista para discutir como o conceito de blockchain pode ir muito além das criptomoedas e transformar também a indústria da eletricidade.

No evento, Joel Comm, especialista em blockchain, criptomoedas e também idealizador do Bad Crypto Podcast, deu a conhecer a uma serie de influenciadores o conceito e exemplos de aplicações de blockchain num segmento que até agora parecia incomum.

Lembramos que o blockchain é tão importante e tem tanto impacto a nivel tecnologico como teve a internet.

Como argumento, o especialista explicou que o blockchain, basicamente, permite dar o poder aos usuários de qualquer tipo de commodity, como é o caso da energia elétrica: o sistema todo poderá tornar-se mais eficiente uma vez que o controle sobre o fornecimento da eletricidade fica na mão das pessoas.

Outro aspecto importante que Comm levantou é que, uma vez instaurado, o blockchain torna toda a cadeia mais colaborativa e justa, visto que remove intermediários e as validações de transações feitas são mais transparentes e estão disponíveis para que qualquer pessoa que faça parte dessa rede possa consulta-las a qualquer momento – tornando o sistema quase que integralmente à prova de falhas e alterações que possam prejudicar os restantes participantes.

Esta descentralização pode trazer inúmeros benefícios financeiros e operacionais até mesmo para as companhias que hoje são o centro das distribuições de serviços do mundo, uma vez que assim também podem usufruir da segurança extra da rede enquanto fazem parte dela. Além disso, a medição de uso também se torna muito mais eficiente.

A revolução elétrica já começou
Algumas empresas estão a negociar a energia elétrica como uma commodity, em edifícios ou casas que tem suas próprias fontes de geração de energia, como as equipadas com painéis solares, por exemplo, o excedente gerado pode ser devolvido para a rede elétrica, gerando assim um valor que é pago ao dono daquela instalação.

Da mesma forma, caso algum outro participante da rede necessite de energia extra, pode compra-la quando precisar. Isso faz com que o controle sobre o consumo e a “reutilização” da energia elétrica se torne possível sem a necessidade de alguma organização controlar todas essas operações – visto que, graças ao blockchain, tudo é validado entre todas as partes envolvidas no projeto, e qualquer alteração no histórico precisa de ser aprovada e registada por 51% dos participantes.

O primeiro passo já foi dado pela Enel

A organizadora do Focus On já deu o primeiro passo para “testar” o blockchain: em outubro do ano passado, a empresa fez uma transação com a provedora alemã de energia Eon, utilizando uma plataforma baseada na tecnologia que eliminou todos os intermediários.

O negócio foi feito em questão de segundos e de forma direta, a um custo mais baixo, o que vai permitir que o custo total das operações de fornecimento e consumo de energia reduzam significativamente.